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Fui embora desse lugar. Cansei. Não sei se volto.

Estou em outro canto, uma nova história, com outras cores... Os amigos podem me pedir as coordenadas por e-mail. iuskafreire@gmail.com

 

 



Escrito por Ancorada no espaço às 18h33
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Sobre a flor de barco e quem realmente importa

 

Só mesmo você Lú para registrar uma flor de barcos. Lembrei da Adriana Calcanhoto, "Ah se eu fosse marinheiro"... que delícia descobrir sons em pixels, escutar música numa fotografia... Eu consigo! E essa foto tem som que me faz sorrir, Lú. Escrevo esse post escutando a trilha sonora de Juno. Obrigada por me inspirar!

Agora lembro do Tuto, imagino-o andando de bicicleta perto de um rio com o vento balançando seus cabelos encaracolados, ele vai filmando um mundo cheio de recortes e poesia. Como eu queria dividir uma pipoca e vários pensamentos com você Tuto.

Carol chega do passeio com a bisteca, escreve algo inusitado que me faz sorrir, mostra sua foto do tempo que era banguela, tira do baú um punhado de sorrisos e me apresenta sons e aromas maravilhosos. Fhoutine sempre glamourosa, analisa o mundo com um tom crítico e engraçado, conta as maravilhas de sua vida de casada e eu vejo que vale à pena sonhar com isso...

O Cristiano levou o Chaninski para longe, mas sempre é bem vindo aqui, imagino as aventuras que Sr. Chanis está tendo em algum país exótico e quem sabe voltará a contar suas peripécias...

Sir Will deve estar ocupado vivendo com a princesa maricota o amor de uma vida inteira, sonhem queridos e vivam essa maravilha...

Há tantos amigos queridos que costumam dar as letras da graça nesse espaço ou simplesmente acompanham em silêncio. Obrigada por seus olhares.

 

Aconteceu:

Há pessoas que chegam, outras que vão embora, há as que se cansaram e há também as que não são bem vindas. Essas últimas trazem em comentários palavras maldosas em caixa alta, um desaforo, amargo de ruim, destilam inveja, incompreensão, chega a dar pena...

Não estou acostumada com isso, mas o cachorro que mora em toda raiva mostra os dentes... saia de perto com sua amargura que eu preciso passar com meu sorriso.

 

Acho que essa é a melhor resposta para quem tenta me ver triste. [sorrisos]

 



Escrito por Ancorada no espaço às 11h01
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Foto: Marialu

Eu ando Jururu

Hoje eu escutei Cold Play repetidas vezes, é o tipo de trilha para quando estou meio 'jururu', com banzo e cansada. É incrível como ultimamente eu nunca consigo saciar o meu sono, ahhhhhhh (tô bocejando agora)... eu passo o dia sonolenta e por mais que eu tente, de noite não consigo dormir cedo. Por que será que quando uma pessoa boceja, outra pessoa sente a mesma vontade? (meu colega do trabalho acabou de bocejar).

Estou arruinada esse mê$...basicamente todo o meu salário de abril está comprometido com contas, isso quer dizer que nem pra relaxar com comprinhas fúteis, ou viagem no feriadão, eu posso. Estou arruinada novamente, existe coisa mais deprimente que ter somente a TV como forma de lazer? Acho que vou me atirar mesmo nas palavras melancólicas, o livro que me aguarda na cabeceira é Feliz Ano Velho e sei que ele é forte.Eu sofri muito lendo Ensaio sobre a Cegueira...Eu sou assim, sofro mesmo... de madrugada eu acordei com dor, tomei remédio e fiquei meio dopada, dormi de novo e sonhei com Isabella. Coitada da Isabella, da Madeleine, do menino da Paraíba que morreu porque foi roubar uma manga (nem apareceu na mídia). Roubar uma manga? Que ridículo... quando criança eu vivia roubando goiaba dos vizinhos, comia quente e ficava com dor de garganta. Era a aventura, a rebeldia da primeira década... Eu fui uma criança feliz na maioria do tempo. Que pena das crianças que não crescem e das que crescem demais quando ainda são pequenas..



IRRITAÇÃO SONORA


Eu abomino a forma que essas locutoras de rádio FM falam. Parece até que elas colocam uma sílaba a mais no meio das palavras e no final. É muito forçado. Sem falar do sotaque anasalado com um chiado irritante, de um carioca fajuto misturado com qualquer-coisa.

Não sei que porcaria anda rolando por aí, deve ser o insuportável Creu, que nojo! Aqui é um tal de "chupa que é de uva" e tá surgindo agora o "Senta que é de menta" e o "cheira que é de pêra", que salada podre..eca!!



Escrito por Ancorada no espaço às 16h03
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Abril despedaçado

 

Não é sobre o filme que falo. São quase onze horas da noite de uma sexta-feira. Eu poderia estar na rua vivendo a boêmia, conversando com meus amigos, escutando boa música e sentindo o ar fresco dessas noites chuvosas. Eu poderia ter jantado algo delicioso que só se encontra na rua. Poderia ainda não ter feito nada disso e tão somente ter chegado em casa e ter visto algum seriado na televisão e comido qualquer-coisa. Mas eu continuo aqui, ainda trabalhando. Há um oco no estômago, um cansaço na mente, uma fraqueza nas mãos, um desassossego no juízo, vontade de chorar, de calar e gritar ao mesmo tempo. Estou impaciente e não tem nada a ver com outras pessoas, mas não é o que parece e eu sei que posso ser ríspida a qualquer momento. É nessas horas que eu penso se vale à pena...

Nota: Tudo está tão estranho e esquisito. É como esse elefante ai.



Escrito por Ancorada no espaço às 22h54
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Hoje não...

 

Minhas palavras de hoje não têm uma imagem definida, cor e nem contexto. Eu arrisco o texto digitando direto no editor do blog, sempre faço isso antes num bloquinho de notas e quase sempre fica incompleto...ultimamente os posts continuam desse jeito, pela metade e ficam empilhados no esquecimento de meu computador. Me tornei um pouco metódica.

Hoje não... Resolvi fazer de um outro jeito. Acho que quando sair daqui vou para o jornal por outro caminho, vou atravessar a rua e seguir em outra calçada, vou dobrar numa esquina diferente. Quero desviar novas poças de água, sentir outros cheiros, quem sabe eu não encontro um amigo que não vejo há anos. Ahhh lembrei da minha professora de português que eu vi há alguns dias no Shopping, deu vontade de dizer o quanto ela foi especial em minha vida por me ensinar, até mesmo com sua desconfiança, o prazer pela leitura e pela escrita. Mas eu não fui dizer nada disso. Se fosse hoje Socorro, eu diria. Juro que diria.

Tenho escutado músicas tão legais.. isso tem quebrado a rotina que eu seguia. A melhor coisa da Internet é esse lado democrático e desbravador. Eu aproveito muito meu tempo na frente do PC e obviamente tem horas que não consigo ficar de frente para esse troço, porque eu gosto muito de outras coisas também. Engraçada essa minha relação com o mundo virtual, como ela é presente em minha vida...

Ás vezes eu escuto uma música ou vejo um filme que me lembra de um amigo de blog... isso acontece sempre. Claro que também lembro dos meus amigos queridos, mas eles estão tão distantes fisicamente quanto os amigos 'virtuais'. Eu ainda tenho amigos que não me conhecem... eu os acompanho silenciosamente, afinal Internet é isso mesmo. Será que alguém me olha no 'escuro incandescente' ? Caso olhe, seja bem vindo!

Vou salvar e publicar antes que eu perca esses rabiscos...



Escrito por Ancorada no espaço às 16h33
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Coisas do Chico:

Ciranda da Bailarina

Procurando bem
Todo mundo tem pereba
Marca de bexiga ou vacina
E tem piriri, tem lombriga, tem ameba
Só a bailarina que não tem
E não tem coceira
Berruga nem frieira
Nem falta de maneira
Ela não tem


Futucando bem
Todo mundo tem piolho
Ou tem cheiro de creolina
Todo mundo tem um irmão meio zarolho

Só a bailarina que não tem
Nem unha encardida
Nem dente com comida
Nem casca de ferida
Ela não tem

Não livra ninguém
Todo mundo tem remela
Quando acorda às seis da matina
Teve escarlatina
Ou tem febre amarela

Só a bailarina que não tem
Medo de subir, gente
Medo de cair, gente
Medo de vertigem
Quem não tem

Confessando bem
Todo mundo faz pecado
Logo assim que a missa termina
Todo mundo tem um primeiro namorado
Só a bailarina que não tem
Sujo atrás da orelha
Bigode de groselha
Calcinha um pouco velha
Ela não tem

O padre também
Pode até ficar vermelho
Se o vento levanta a batina
Reparando bem, todo mundo tem pentelho
Só a bailarina que não tem
Sala sem mobília
Goteira na vasilha
Problema na família
Quem não tem

Procurando bem
Todo mundo tem...



Escrito por Ancorada no espaço às 16h10
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Hiiii ato

 

 

Frases soltas e inquietantes

 

 

Fui atropelada pelo tempo, mas eu estava anestesiada demais e não senti quando ele passou.

 

Há uma interrogação dentro de mim que me assusta... uma coisa que pode estar crescendo ou se multiplicando.

 

Mil idéias sucumbem em um ventre que antes se movimentava em círculos de lua e que amanhã pode ser oco.

 

O trabalho se tornou uma repetição de idéias antigas. O cotidiano tem gosto de ontem, só que hoje tem chuva... E aqui quando chove o teto pode cair..

 

Desabam minhas forças.

 

A paciência quer ir embora, eu digo: fique por favor! Um pouco mais de delicadeza não seria ruim.

 



Escrito por Ancorada no espaço às 22h37
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Previsão do tempo: Uma tempestade inesperada trazida por um corrente de exagero desaba do céu

 

Ontem dormi com o barulho da chuva.  Geralmente esse é o meu som predileto para embalar o (so)ninho, mas ontem não...

Os trovões pareciam o anúncio do final dos tempos, o céu ía desabar? ou já havia caído? O que a água iria levar? Meus sonhos?

..

Nem mesmo esses trovões davam mais angústia que o sentimento de abandono que eu sentia. Eu quase pude ignorar aquele barulho do céu. Em minha cabeça havia outros tantos trovões...

Só hoje tive certeza.

...

Engoli o choro com três goles de água.




Escrito por Ancorada no espaço às 19h21
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                                                                                                             Arte: Banksy

 

Eu só queria outra dança

 

Hoje me chamaram para ir num barzinho onde será realizada uma programação especial somente com música dos Beatles.  Eu queria ir, queria mesmo... O problema é justamente esse 'queria'...

Quando conjugo o verbo querer assim no 'futuro do pretérito' (coisa mais tosca) ele sai como uma desculpa... É um não vestido de 'quase-sim'... Mas a verdade é aquela moça nua, sem traje algum, que ri dos meus disfarces...

Eu lembrei do dia que ele me tirou para dançar Let it Be, era uma tarde em que eu estava triste, logo, logo iríamos nos despedir outra vez... Eu iria passar de novo por aquele esquema: Juntar minhas coisas, fechar o zíper da mala, não esquecer de borrifar meu perfume no travesseiro para ele ficar sentindo meu cheiro... Sempre me divertia silenciosamente quando ele dizia que ainda sentia meu perfume em seus lençóis... Eis mais um segredinho que eu revelo... Ele não vai ler mesmo. Parece ter esquecido os pequenos galanteios neste canto de cá.

Será que com o tempo essas pequenas sutilezas vão sendo esquecidas?  Comigo continua igual...

Hoje o post está repleto de pontinhos... Ele precisa suspirar por assim dizer...



Escrito por Ancorada no espaço às 19h16
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Banksy

Nunca despreze o cálcio!

 

            Eu gostaria de escrever sobre as primeiras chuvas do ano, as filosofias infantis das minhas sobrinhas, o livro que estou lendo e os filmes que quero assistir (eu vi Juno nesse final de semana, o melhor do ano, até agora). Mas nesse momento só penso no meu dente.

            É incrível como uma coisa assim, agora tão oca, pode ocupar tanto espaço na minha mente e olha que ele nem dói e fica escondidinho lá no canto de trás –  é o antipenúltimo. "Não tem mais jeito está todo destruído". Esse foi o diagnóstico da dentista.

            Tudo aconteceu quando eu estava comendo miojo e tomando coca-cola... Como é que uma criatura quebra a restauração de um dente comendo MIOJO? Eu não entendo... isso é tão ridículo. Meu namorado diz que é falta de cálcio, uma de minhas melhores amigas deu uma gargalhada...

            Agora eu tenho uma decisão a tomar e um gasto não planejado. Terei que fazer: um implante, uma medida mais segura, que custa cerca de R$ 3.500,00 (sim, meu queixo caiu..); uma espécie de ponte fixa que cola um dente no outro, uma medida não segura e que pode cair, custa R$ 1.000; ou terei que extrair os caquinhos que restam e usar aparelho.

            Que pena, não existe a opção Nenhuma das Alternativas Anteriores. Que saudade do tempo que os problemas eram mais simples. Se hoje eu fosse dar um conselho para a humanidade, seria: Nunca despreze o cálcio! Eu sempre me meto em enrascadas por causa da falta desse maldito complemento!!! Acho que vou ter que aprender a gostar de leite, pensei que todynho era suficiente, mas vejo que não...

 

DESATINO: Eu não demoro a escrever, eu escrevo sempre, mas não posto... sei lá, acho que é fase.  Fase de estranhar as palavras. Elas ficam guardadas no não-querer.

 



Escrito por Ancorada no espaço às 18h56
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Com açúcar e com afeto

 

Abri a caixa de coração e encontrei lágrimas que lavaram minhas lembranças tão antigas... Afeto trazido por letrinhas e sorrisos guardados num fundo do meu querer, bem lá no fundo mesmo, onde ficam as coisas sagradas. Dentre elas há um rascunho escrito em maio de 2004, onde ele termina questionando se eu iria guardar aquelas palavras... Essas mesmas que estão na caixa de coração com estampa de borboletas, a caixa que ele me deu.

 

Sempre fui de guardar as coisas importantes, as pessoas queridas, lembranças de sorrisos, do que senti ao atingir minhas pequenas-grandes metas, como no dia que não precisei de ajuda para abrir a torneira do chuveiro, bastava ficar na ponta dos pés e eu girava a torneira e a água lavava também os meus sorrisos. Comecei desde muito cedo a juntar meu tesouro, a saber distinguir o que é descartável e o que vale a pena ter para sempre.

 

Hoje eu senti falta do silêncio de quando eu morava fora. Naquele tempo era tão fácil ter somente a minha companhia e havia dias que só isso me bastava. Nada mais. O silêncio, um livro, luz do dia, um bom encosto para a cabeça e pronto! Se chovesse era melhor, meu silêncio dançava com o barulho da chuva. Mas nem sempre era assim. Ás vezes a solidão vinha junto e por mais que eu quisesse quebrar o silêncio, nenhuma música, som do vento, da TV ou de vozes era capaz de me tirar dessa ilha sem barco.

 

Eu não sei se é normal, mas ás vezes eu me sinto à deriva sem nenhum motivo aparente. No fundo, bem lá no fundo, acho que sou uma pessoa triste que fica alegre na maior parte do tempo. Contraditório não? Mas tem coisas assim, que não se explicam e dane-se a psicologia, os livros de auto-ajuda, a tal da lei da atração e o escambau! Eu quero afeto e açúcar, açúcar com afeto.



Escrito por Ancorada no espaço às 21h17
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Palavras ao amor ausente

Sinto falta de acordar com seu braço buscando meu corpo pra junto do seu, me envolvendo com carinho sonolento, transformando o início do dia em algo demoradamente preguiçoso, somente por querer estar perto, colado, abraçado, juntinho... São essas as melhores lembranças do início do dia.
Nas tardes quentes me dava refresco, fazia guerra de cócegas, sossegava minha cabeça em seu ombro... Quando saíamos, as mãos não desgrudavam, ele sempre atento aos perigos do caminho, me guiando e mostrando seu mundo. Ás vezes me fazia andar tanto que eu ficava com calo nos pés, depois ele cuidava de mim. Também me disse "Vá", quando precisei andar sozinha, um vá do tipo "eu sei que você consegue". E eu
fui e quando voltei os braços estavam estendidos, o sorriso aberto à espera de um beijo.
Nas noites quentes eu dizia que não dava pra dormir abraçado, ele sabia disso, mas a gente se torturava um pouquinho até o sono chegar e nos afastar pro lado... O amor é não sufocar, é permitir que o outro tenha espaço, possa respirar, adormecer para depois acordar da melhor forma possível. E essa melhor forma possível só pode ser a seu lado.


Quando estava frio... Ahhh as noites eram mais aconchegantes, vinha pra perto, bem perto e nos confundíamos com um só... Você reclamava o lençol que eu displicentemente roubava, mas a primeira coisa que eu fazia ao despertar, era cobrir-te com o pano e com carinhos...

Hoje eu tenho tanto espaço, fico a abraçar lençóis, a desejar que o tempo de ficar separado acabe logo...



Escrito por Ancorada no espaço às 21h03
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QUASE

 

Já não inspiro suas palavras há quase um ano. Disse assim: "É a correria, os afazeres, a falta de tempo...".  Eu quase me acostumo com essa falta de tempo... eu disse quase. Agora nada diz naquele canto, fechou a porta, calou os dedos e eu nada pergunto, nem deixo rastros da procura.

Penso que a inspiração não pode ser cobrada, nem medida. Então eu também me calo.

 

Minhas palavras seguem outro rumo e meus olhos buscam outros interesses. Ontem eu quase comprei Ensaio sobre a lucidez, terminei de ler o Ensaio sobre a cegueira e quero continuar "saramagueando"... mas eu decidi dar um tempo para minha cuca... vou "lispectorar" ou "Quintanear" um pouco...

 

Já se aproxima outro carnaval. Minha colombina está adormecida.

 



Escrito por Ancorada no espaço às 20h14
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Sobre o 2008

 

Para muitos por aí, o ano só começa depois do carnaval. Pra mim ele já começou e muito bem... Redondinho como o oito, que parece brinquedo de parquinho. Upaaaaa!!!!
É ano bissexto.

Eu nunca entendi muito bem, essas contas do calendário, eu só sei que o ano assim tem um dia a mais, ou seja  são 366 dias porque fevereiro vai ter o dia 29. Quando eu era criança
ficava com pena das crianças que nasciam no dia 29 e só faziam aniversário de quatro em quatro anos... Se meu pensamento fosse correto ía ter muita gente querendo ter nascido aos 29 de fevereiro.
Eu nunca fiz listas de metas, fatalmente eu não as cumpriria. Seria como assinar um contrato comigo mesma e contrato é um troço chato pra caramba. Não vou me pressionar, quero fazer algumas coisas e descobrir ao longo do ano outras coisas que me interessem... Só sei que agora  quero aprender a dirigir. Vejam bem, eu escrevi o verbo querer, então dessa vez eu vou acelerar de verdade e estou pensando até em comprar um carrinho mesmo
de segunda mão...

 

Sobre o verão:

 

Sinto saudade da época que eu trazia o mar junto ao ouvido... aquilo tudo na palma da minha mão - ruído aprisionado.

As lembranças do mar são de um tempo antigo, da época que eu gostava de me enganar sendo tola, tentando levar a espuma do mar pra casa, lavando os pés para depois sujar, escolhendo conchas preciosas para enfeitar o castelo de pingos e desenhando na areia corações que íam se apagar.

Essas são as minhas melhores lembranças do mar, elas me fazem recordar da delícia
que é sentir a falta de gravidade num banho vespertino...

Hoje o mar desse povo todo me cansa. A praia toda suja, sujeitos que dirigem bêbados, barulho por todo lugar...O sol arde demais e me dá dor de cabeça, a areia que gruda com o suor e o protetor solar me dão agonia, o cabelo se une de um jeito que eu não entendo, fica parecendo uns dreds com nós...O mar é tanto horror e amor!
 

Sobre as férias :

 

O ruim é que acaba logo. Saudade de estar em qualquer lugar junto dele, saudade de entrelaçar as mãos e desfrutar do silêncio. Discordar e aceitar o que não pode ser mudado, manter a opinião intacta e mudar quando dá vontade. Acho que perdemos algum tempo, mas soubemos aproveitar também os bons momentos e aumentamos a certeza de que nos queremos. Eu te amo e isso é muito importante!

 

PS.: Vi pela primeira vez uma pessoa que eu conheço há tanto tempo. Foi estranho no início... mas fui reconhecendo nos seus gestos, na forma que arruma casa, nas músicas que ouve,  as palavras que me abraçaram tantas vezes...eu ficava viajando nos detalhes, no som do sorriso, vendo o lugar que escrevia, a bisteca jogada no sofá... obrigada por ter aberto seu lar e seu sorriso.

 

  

 

 



Escrito por Ancorada no espaço às 16h37
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Doce belinha e seu passarinho




Os olhos nem podiam ficar abertos ao encanto e feiúra daquele lugar... Logo, a areia levada pelo vento mirava 'meus zóim' e todo o resto do meu corpo... A boca com brilho transparente e gosto de morango ficou parecendo à milanesa, dava agonia imprensar os lábios e só por isso eu repetia o gesto...
Minhas pernas desnudas coçavam ao bater da areia, os pêlos curtos dos meus braços arrepiavam de frio e se enchiam daqueles grãos... como eu desejava o casaco rosa que permaneceu protegido em minha casa – algo me dizia que ele não combinava com praia – Triste engano esse meu... fiquei sem rosa.
Mas quando aquela voz rouca e poetizada soou pelos ares, despertou algo em mim que não sei explicar – Ah o encanto das coisas simples...
A calçada de pedra foi meu refúgio, deixei a areia pra trás...fiquei na poltrona quase perfeita hipnotizada no telão para ver aquela história de amor. Seu nome Patativa, o dela Belinha. O documentário “Patativa do Assaré – Ave Poesia” não era exatamente sobre os dois, era sobre ele... Sobre o contexto histórico e político, sobre um nordeste raiz que não aparece nas novelas da globo. O sofrer foi retratado sim, mas com uma beleza incrível... Mostrou um agricultor que fazia críticas aos generais e poderosos e tinha ideais igualitários, um nordestino que defendia com as palavras rimadas tudo aquilo que ele acreditava sem temer confrontos.
Quando Patativa disse que a melhor coisa daquele vídeo era ela, eu concordei com o seu pensamento... Belinha partiu oito anos antes do poeta-matuto-passarinho e ao falar da sua dor, não contive as lágrimas dos meus olhos... Elas iam limpando os grãos de areia que restavam nos cílios e na face, eles, os meus olhos ficavam vermelhos com a paixão dos dois velhinhos... Uma doce surpresa daquela noite...
O ambiente não inspirava essa paixão que foi tomando conta de mim e agora eu devoro todas as palavras simples do passarinho.
A noite ainda teve a dança pirada de Arnaldo Antunes, letras bonitas e pouco conhecidas. Companhia de amigos... Cantei, dancei, sorri, senti dor na coluna e chorei com Patativa e Belinha. Tudo assim, cheio de felicidade.


Escrito por Ancorada no espaço às 00h09
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